quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

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Milhares comemoram fim da Guerra do Iraque em Falluja

Antes da retirada total dos soldados americanos, marcada para dia 31, iraquianos vão às ruas festejar o 'fim da ocupação'

iG São Paulo | 14/12/2011 20:52

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Milhares comemoram fim da Guerra do Iraque em FallujaAntes da retirada total dos soldados americanos, marcada para dia 31, iraquianos vão às ruas festejar o 'fim da ocupação'

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Milhares comemoram fim da Guerra do Iraque em FallujaAntes da retirada total dos soldados americanos, marcada para dia 31, iraquianos vão às ruas festejar o 'fim da ocupação'

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Iraquianos queimaram bandeiras dos Estados Unidos, agitaram cartazes e lotaram as ruas de Falluja, no oeste do Iraque, para celebrar a retirada das tropas norte-americanas do país. A saída dos soldados será completada em 31 de dezembro.
Leia também: Obama discursa em base militar e marca fim da Guerra do Iraque


Foto: Reuters
Residentes se reúnem em Falluja para comemorar saída das tropas americanas

Falluja, de maioria sunita, já foi reduto da Al-Qaeda e registrou algumas das mais violentas batalhas em quase nove anos de guerra. Cerca de 3 mil moradores participaram de uma passeata levando cartazes com os dizeres "Falluja, cidade da resistência" e fotos de moradores mortos pelos ocupantes.
"As celebrações marcam um dia histórico para a cidade de Falluja, e devemos lembrar com orgulho dos mártires que sacrificaram seu sangue por esta cidade", disse Dhabi al-Arsan, vice-governador da província de Anbar, dirigindo-se à multidão.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama discursou para soldados que foram à guerra, na base militar de Fort Bragg, na Carolina do Norte.

Os combatentes da insurgência iraquiana fizeram de Falluja a sua base ao longo do conflito, e em 2004 a cidade registrou duas batalhas importantes. Forças dos EUA usaram a força bruta, incluindo tanques, caças e helicópteros, para esmagar a resistência, em combates que deixaram centenas de mortos e milhares de desabrigados.

"Estou contente por ver os norte-americanos deixando o Iraque. Só agora sentimos realmente o gosto da liberdade e da independência", disse o taxista Ahmed Jassim, 30 anos, agitando uma bandeira iraquiana. "Não vamos mais ver as forças norte-americanas. Elas nos evocam conflito e destruição."
Depois de chegar a ter cerca de 170 mil soldados no país, os EUA hoje mantêm apenas cerca de 5,5 mil, que devem sair até o final do mês. Só um pequeno contingente de instrutores civis e cerca de 200 adidos militares devem permanecer, devido à proteção da Embaixada dos EUA em Bagdá.
Muitos iraquianos aguardam com alívio e esperança o fim da ocupação, apesar do temor de recrudescimento da violência sectária. Atentados e assassinatos entre xiitas e sunitas continuam sendo comuns no país.

"Depois que os norte-americanos saírem, queremos ver um Iraque unido, não queremos disputas", disse o clérigo sunita Hameed Jadou à multidão. "Quem diz que se trata de um iraquiano sunita, xiita, curdo ou turcomeno está usando termos trazidos pelo ocupante."

Carolina do Norte

Acompanhado da primeira-dama Michelle, o presidente Barack Obama deu boas-vindas aos militares que já regressaram aos Estados Unidos e aplaudiu o que chamou de ""realização extraordinária" e declarou que a Guerra do Iraque está chegando ao fim "não com uma batalha final, mas com uma marcha em direção à casa".
No discurso, que marcou o fim da Guerra do Iraque, antes da retirada total dos soldados do país, Obama mostrou o lado humano da guerra, destacando a bravura e os sacrifícios das tropas americanas. Ele relembrou o início do conflito, em 2003, quando ele era somente um senador de Illinois.
"Nós sabíamos que esse dia iria chegar. Mas ainda assim, há algo profundo sobre o fim dessa guerra que durou tanto tempo."

Com Reuters


AGORA, LEIA ISSO:


Dólar sobe 3,8% em três dias, enquanto euro cai ao menor nível desde janeiro

Quem vai viajar nestas férias e precisa comprar a moeda norte-americana não deve esperar uma queda, dizem analistas

Olívia Alonso, iG São Paulo* | 14/12/2011 17:10
Após sua terceira alta seguida, o dólar voltou a se aproximar de R$ 1,90 nesta quarta-feira, o que mostra que mais investidores e empresas estão procurando a moeda norte-americana em busca de refúgio. O que está aumentando o clima de cautela, segundo analistas, são as preocupações econômicas, principalmente com a Europa. Hoje, a moeda fechou a R$ 1,874, alta de 1,24%. Em três dias, a valorização é de 3,8%.
Na opinião de analistas, o dólar pode continuar a subir neste fim de ano e nos próximos meses, já que não há sinais de uma melhora consistente na situação dos países europeus. Portanto, quem vai viajar neste fim de ano ou no início do ano que vem, não deve ficar esperando uma queda significativa da moeda.

Foto: Getty ImagesAmpliar
Para quem vai viajar nas próximas semanas, não vale a pena apostar na queda do dólar, dizem analistas
Veja também: Dólar acentua alta e sobe 1,56% a R$ 1,88
Euro tem menor cotação frente ao dólar desde janeiro

“Eu não apostaria numa queda do dólar. Acho mais fácil ter uma subida no preço, do que uma baixa, já que os sinais da economia mundial não são dos melhores,” diz Clodoir Vieira, economista-chefe da Souza Barros Corretora. Ele lembra que, nos últimos dias, o dólar teve uma valorização de quase 3% com o aumento da tensão nos mercados globais, após a agências de classificação de risco terem dito que podem rebaixar a nota de países da Europa.

Felipe Miranda, analista de gestão da Gradius, concorda que o momento no curto prazo continua sendo de busca por ativos mais seguros, como o dólar, o que tende a fazer o real perder valor frente à moeda norte-americana. “O dólar tem subido com a aversão pelo risco e, no curto prazo, o fluxo de câmbio deve penalizar o real,” diz.

Há ainda outro movimento contribuindo para a alta do dólar neste fim de ano, segundo Vieira, que são as remessas de dinheiro das empresas para o exterior. “As companhias costumam mandar capital para as matrizes, fora do País, nesta época do ano, pois há uma demanda fora e elas não podem ficar com dinheiro parado. Como o Brasil está bem quando comparado com a Europa, eu diria que a chance de acontecerem os envios é bastante grande. Esses recursos podem até voltar depois, mas agora as matrizes precisam de dinheiro,” diz.

Euro
Ao mesmo tempo em que o dólar sobe, o euro cai. A moeda europeia segue negociada abaixo de US$ 1,30, valor que é considerado um piso psicológico. Em relação ao real, o euro está valendo R$ 2,4. A venda de títulos da Itália a um juro alto, nesta quarta-feira, aumentou a falta de confiança na região.
Para Miranda, da Gradius, o euro acaba sendo a “contrapartida do dólar.” “Agora começa a cair a ficha dos agentes dos mercados que o euro não tem saída a não ser a desvalorização. Ou a Europa quebra, ou será preciso emitir mais moeda." Assim, o valor do euro acaba sendo pressionado, o que valoriza o dólar por tabela.
Assim, quem vai viajar para a Europa pode ficar menos preocupado do que quem precisa comprar dólares. Ainda que o euro possa ganhar algum fôlego caso a a zona do euro caminhe para um acordo efetivo, o cenário, por enquanto, segue bastante incerto para a região.

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